Carlinha chamou Maria para ir à festa, mesmo sabendo que ela
não iria, afinal ela nunca saiu de casa depois da morte do pai. Mas por algum milagre
ela aceitou o convite.
Já João, convencido, estava todo empolgado para sair de casa
depois do termino de namoro com Juliana.
Os dois eram feitos um para o outro, tipo: arroz e feijão,
queijo com goiabada e toda aquela coisa clichê que existe em histórias
românticas.
Eles se olharam, e passaram a noite inteira se namorando através
dos olhos. Mas que besteira, nenhum deles teve coragem de levantar e lutar por
essa paixão a primeira vista. Ela foi embora cedo, antes da meia noite porque
não estava passando muito bem e João ficou com o coração apertado, nunca havia
sentido algo tão forte.
E assim é a vida, perdemos as “pessoas de nossas vidas” por
medo de um não. Deixamos pessoas incríveis saírem pela porta sem ao menos
descobrirmos seus nomes. Permitimos amores decolarem para longe. Você nunca mais
vai vê-la, rapaz! Ela vai entrar naquele avião e talvez o destino desista da
sua falta de coragem. Talvez você não tenha uma segunda chance de beija-la, talvez
ela encontre um novo amor ou talvez ela simplesmente te esqueça. E não há nada
que você possa fazer, porque não se pode voltar no tempo.
Então quando você encontrar o amor da sua vida, pelo amor de
Deus: agarre-o. O destino não trabalha sozinho, ele só é fruto das suas ações no
hoje. Já ouviu aquele ditado: a sorte não bate duas vezes na mesma porta? Então,
tome cuidado porque às vezes ela já bateu e você burro não percebeu.
Por: Bárbara Barros