sábado, 30 de junho de 2012


Às vezes tenho vontade de fugir dessa sociedade babaca. Tanto consumismo, capitalismo, falso amor, hipocrisia (...) tanta gente que não sabe o que é realmente a vida, pensa que viver é encontrar um companheiro (a) rico (a), desfilar por aí com as roupas mais caras do momento e ter um casamento cujo preço é semelhante a um apartamento. A mulherada hoje em dia não busca coração, busca dinheiro na carteira e grande parte dos seres humanos da nossa sociedade está totalmente ligada à futilidade. Que triste, porque deveríamos ser ligados a nós mesmos: ao calor humano, às batidas do coração, aos beijos apaixonados e vitórias da vida.E aí você tenta fugir e não tem pra onde ir, porque até na hora de ligar a TV para relaxar só ouve notícias terríveis: corruptos do nosso país, roubos, mortes (...). Tudo isto por dinheiro? Por um simples pedaço de papel? Gente, bens materiais viram pó a partir do momento em que você é um simples mortal. Um dia a cortina se fecha e vamos pra outra viagem sem nada no bolso.Dessa vida nada se leva, nada de nada. Nem mesmo a roupa do corpo, o relógio favorito, nem seu dinheiro que você trabalhou a vida toda pra juntar. Mas apesar de não levarmos nada, nós temos o privilégio de deixar coisas, e essa é a nossa missão aqui. Deixamos grande parte de nós nos outros porque nossos encontros não são por acaso. Deixamos lições, aprendizados e exemplos. Você pode até achar que essa coisa de exemplo não tá com nada, mas um pequeno gesto pode mudar a vida de outra pessoa. E esses corruptos que só sabem roubar dinheiro do povo? Ah, esses não completam suas missões. Eles não deixam nada e não levam nada e é por isso que eu tenho pena deles. 


Por: Bárbara Barros