Ainda bem que a gente é diferente, que a gente não segue os rótulos, que a gente não obedece as regras da sociedade. Eles falam tanto no amor mas nem sequer chegam perto de senti-lo. Eles juram amor eterno em frente ao Altar mas se separam na primeira dificuldade. Eles usam alianças para se aproximarem mas acabam cada vez mais distantes. Eles exibem fidelidade eterna por pura hipocrisia.
Eu quero um amor diferente: que não obedeça as etapas idiotas da vida. Quero sinceridade quando a fidelidade falhar. Quero noites quentes mesmo quando tudo estiver frio. Não quero uma relação que se torne apenas amizade: dessas que o casal não sabe fazer nada além de conversar sobre a fatura do cartão de crédito e da recuperação do filho. Quero estar ao lado do meu grande amante e ao mesmo tempo melhor amigo. Quero espera-lo do trabalho com o coração batendo e com borboletas no estômago. Quero apertar sua mão e fugir da rotina, todos os dias. O que é rotina? rotina é tudo aquilo que faz um lindo romance virar mesmice, perder o sal. É ela que destrói o calor, que apaga o fogo.
Que me desculpem os infelizes casais, mas a colheita vem do fruto plantado. O amor não se rotula, não tem nome, não tem hora. O amor não é simplesmente entrar numa Igreja e dizer "sim". O amor é aquele que se faz presente nas pequenas coisas, nas vontades mais verdadeiras. É aquele que nasce nas dificuldades, nos momentos de maior decadência. O amor não é barulho, é sussurro bem baixinho ao pé do ouvido.
Por: Bárbara Barros