Ele era um moço qualquer. Negro, morava num humilde barraco comprado com
muito esforço. Era garçom de um restaurante popular no centro da
cidade. Tinha um sorriso encantador- desses incomparáveis- e dentro dele
tinha algo que não tinha dentro dos homens da zona sul: a felicidade.
Nunca faltou arroz com feijão na mesa, sua esposa o amava, seus filhos
brincavam de pipa na rua e estudavam à tarde. Todos os dias quando Zé
deitava a cabeça no travesseiro ele pensava: Ah, como eu tenho tudo...
Por: Bárbara Barros