terça-feira, 8 de maio de 2012

Ele era um moço qualquer. Negro, morava num humilde barraco comprado com muito esforço. Era garçom de um restaurante popular no centro da cidade. Tinha um sorriso encantador- desses incomparáveis- e dentro dele tinha algo que não tinha dentro dos homens da zona sul: a felicidade. Nunca faltou arroz com feijão na mesa, sua esposa o amava, seus filhos brincavam de pipa na rua e estudavam à tarde. Todos os dias quando Zé deitava a cabeça no travesseiro ele pensava: Ah, como eu tenho tudo...

Por: Bárbara Barros